Ruínas de Mim Mesmo

Cada dia mais bela, cada dia mais distante.
Tuas palavras contradizem tuas ações.
Tenho medo de te tocar.
Medo de sentir novamente a tristeza e o pânico da rejeição.

A rejeição reiterada. A rejeição dolorida.
Como uma faca em meu coração, que sangra até minha alma.
O amor está tão perto, porém, tão distante.

Adentra a minha alma, permeia o meu ser.
Como o brilho das estrelas.
Paralisa-me.
E repousa distante.

Caio de joelhos, enquanto as lágrimas irrigam o meu fracasso.
Meus olhos te admiram, meu corpo clama por ti, meu coração é seu lar.
Mas não posso te tocar.
Não posso te sentir.

Tuas palavras dizem o oposto.
Mas tuas ações reforçam o teu passado.
O passado que me destruiu.
E a mim deixastes a reconstrução de algo que não existe.

Eu mesmo. Sou apenas ruínas.
Não tenho mais nada a dar.
Não tenho mais nada a fazer.
Sem forças, agonizo aguardando o fim.

Imóvel, paralisado, inútil, inepto.
Deixo de ser homem para ser o eco do que eu fui.
Bela e serena, observa-me repousar nos escombros.
Grito.

Clamo por socorro, mas de onde virá?
Somente do tempo, que consome minha vida.
Que consome minha esperança.
Que não consome minha dor.
E que não consome meu amor por ti.

Agonizo e aguardo, nas ruínas de mim mesmo.

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