Alma no cérebro

Uma das grandes confusões que existe, muito endossada pelos fanáticos ateístas, é que a consciência existe somente no cérebro. Para eles, toda nossa consciência, o que somos, sabemos, sentimos, enfim, o nosso ser, está confinado e definido por impulsos elétricos dentro de nossas cabeças e, portanto, consciência fora do corpo e, por conseguinte, alma, não existiriam.

Argumentam utilizando estudos reais sobre o cérebro, realizados pela ciência convencional, onde até o comportamento das pessoas pode ser alterado com modificações nos neurônios. Existe um famoso caso de um trabalhador que teve uma parte importante do seu cérebro arrancada, sobreviveu e, após isso, teve mudanças significativas de personalidade.

Ora bolas, se o nosso “Eu”, alma e consciência são independentes da matéria, do cérebro, como alegam os religiosos, como pode uma alteração física no corpo alterar o que aparentamos ser nesse mundo?

A resposta é bastante simples: o cérebro é uma interface entre a alma e o nosso mundo terreno.

Explico: imagine que o mundo terreno fosse toda a Internet. A única forma de interagir com esse mundo seria através do seu celular, tablet ou computador. Porém, imagine que o seu computador estivesse com um problema que fizesse com que você só recebesse informações distorcidas ou falsas da Internet. Assim, sua percepção da Internet – a realidade – seria alterada. Você mandava tocar um vídeo de um gatinho serelepe e quando ele começasse você veria o gato se transformar em um monstro e te ameaçar de morte. Além disso, os comandos que você desse, seriam transformados em outros. Por exemplo, você tentava escrever “Eu te amo”, mas as letras do teclado se tornavam pequenas demais e ficavam mudando de posição aleatoriamente. Será muito difícil se comunicar dessa forma.

Nessa analogia, você é a alma, o computador o cérebro e corpo físico, e a Internet é o mundo real. No exemplo, o cérebro está com algum dano, mas você continua o mesmo e a Internet também.

Isso deixa claro a importância de psicólogos, psiquiatras, neurologistas, espiritualistas e religiosos. Todos trabalham a favor da melhora da nossa experiência no mundo real. Às vezes o teu problema pode ser neurológico, às vezes psicológico ou psiquiátrico e às vezes espiritual e energético. Ninguém anula ninguém e todas são ciências complementares.

Portanto, não tem cabimento dizer que religião é contra ciência ou vice-versa. Talvez, se o cientista ou o religioso for um completo ignorante, ambas possam entrar em conflito. Porém, em uma visão lúcida e aberta, elas coexistem em perfeita harmonia.

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